Para garantir o crescimento do negócio é preciso cuidar no detalhe de cada centavo.

Diante de tantas preocupações e demandas, no ramo de alimentação, especialmente, nem sempre o gestor consegue dar atenção aos processos burocráticos referentes à administração do seu negócio. No que se refere à tributação fiscal, às obrigações contábeis e à contabilidade gerencial, por exemplo, você acompanha as movimentações e a legislação de perto ou deixa tudo por conta de terceiros?

Frequentemente, os gestores optam por contar com um serviço contábil, que seja capaz de executar o cálculo e entregar todos os tributos. Contudo, é preciso ter em mente que, ao terceirizar esse processo, muito possivelmente você se afasta da gestão dos recursos da empresa. E a verdade é que para garantir um crescimento constante do seu negócio, cada centavo faz a diferença.

Então, a questão é: como reduzir a carga tributária do seu restaurante ou bar, otimizando os lucros, de maneira inteligente? A seguir, apresentamos algumas práticas e indicamos porque uma consultoria organizacional pode ajudar nesse processo. Continue lendo o texto!

#1 Fazer o planejamento tributário

Esse é o primeiro passo para que você avance rumo à economia. Para tanto, é fundamental que o empreendedor conheça todos os tributos que incidem sobre os negócios ramo de alimentação.

Sabendo disso, você tem condições de estabelecer um controle intenso sobre o fluxo de caixa e o balanço financeiro da empresa, e mais do que isso: de construir estratégias para reduzir os impostos.

Contanto, é importante frisar que o planejamento tributário deve ser realizado com a orientação de profissionais especialistas na área. É possível, por exemplo, contar com o apoio de uma consultoria organizacional que seja capaz de fornecer as principais informações da legislação em vigor, bem como fazer uma análise detalhada das particularidades da sua empresa.

Além disso, com o planejamento tributário, você obtém uma série de outras vantagens:

  • Economiza dinheiro;
  • Reduz o número de erros;
  • Evita o pagamento de multas;
  • Diminui o risco de ações judiciais ou de processos administrativos.

Vale lembrar que para embasar o planejamento tributário, é preciso ter acesso aos valores reais dos últimos meses de despesas e receitas da empresa. Assim, além de resultados confiáveis, é possível ter projeções para os três meses seguintes.

#2 Ter clareza do enquadramento jurídico

Feito o planejamento tributário, ao longo da elaboração dele, você irá conhecer as obrigações fiscais, bem como visualizar possibilidades e comparações de enquadramentos. Consequentemente, esse movimento irá facilitar a identificação do regime mais adequado para o seu negócio. 

Tipos de enquadramento

Atualmente, o Brasil dispõe de três regimes que podem ser adotados pelas empresas:

  1. Simples Nacional
  2. Lucro Real
  3. Lucro Presumido

Ano a ano, você deve verificar em qual regime sua empresa será enquadrada.

A partir daí, são definidos os impostos a serem recolhidos, às obrigações contábeis a serem cumpridas e os respectivos processos, que devem ser seguidos.

Para fazer uma escolha assertiva, é importante contar com uma contabilidade gerencial eficaz, que conheça a realidade do seu negócio e a legislação. Assim, os profissionais qualificados têm condições de identificar possíveis brechas, formas de pagamento e possibilidades de isenção e compensação de impostos.

Jamais decida por um ou outro enquadramento sem ter clareza, fazer contas específicas e obter uma análise do potencial do seu negócio. Esse é um passo fundamental para o crescimento da sua empresa!

#3 Reduzir o pró labore

Você sabia que no pró-labore incide Imposto de Renda e contribuição previdenciária? Isso mesmo! Mas, calma: a boa notícia é que a divisão anual de lucros é isenta da incidência de impostos na maioria dos regimes tributários.

Portanto, uma das estratégias para economizar é manter a retirada dos lucros em valor mais baixo, reduzindo também a contribuição.

Sendo assim, vale a pena construir uma estratégia para diminuir o pró-labore e, em contrapartida, aumentar a divisão de lucros. Dessa forma, amplia a margem de economia de uma maneira lícita.

#4 Atenção aos benefícios fiscais

Muito além das obrigações contábeis, é importante que você conheça os benefícios. Afinal, eles podem reduzir o impacto da carga tributária.

Por meio dos benefícios fiscais, a empresa pode obter redução ou isenção de imposto de renda e Contribuição Social, desde que realize iniciativas, ações ou investimentos em áreas específicas ou participe de programas do governo.

Gestão de impostos e responsabilidade social

Além de beneficiar a empresa, você também pode reverter imposto em benefício para quem mais precisa. Uma das maneiras é fazer uma doação de parte do imposto de renda devido para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente do seu município e, na sequência, beneficiando iniciativas que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Portanto, vale a pena avaliar as legislações federal, estadual e municipal e identificar oportunidades de isenção para a sua atividade. Todavia, fique atento aos detalhes. Isso porque muitos programas são voltados para empresas enquadradas em regimes específicos de tributação.

#5 Acompanhar as novas possibilidades derivadas da reforma trabalhista

Você conhece as principais mudanças e impactos nas leis trabalhistas e correlatas, aprovadas pela Reforma Trabalhista de 2017? Se ainda não, está na hora de se informar sobre o assunto e entender de que maneira as resoluções podem facilitar a redução de carga tributária e até de outros custos.A Reforma Trabalhista trouxe uma série de novas possibilidades. Agora as empresas podem, por exemplo, remunerar o funcionário por produtividade, desde que isso esteja estabelecido em contrato. Aderir a essa modalidade pode ser interessante para  contratações de cargos específicos. Afinal, ela permite extrair o melhor retorno sobre investimento em salários e direitos.

A demissão consensual é outra oportunidade de economia. Isso porque ela permite que a empresa desligue funcionários que desejam sair da empresa, mas não querem pedir demissão para não perderem muitos direitos rescisórios, com um custo inferior. Com esse tipo de demissão, o valor total a ser arcado pela empresa cai em cerca de 50%, se comparado à rescisão padrão sem justa causa.

#6 Contar com uma assessoria contábil gerencial

Até aqui, apresentamos uma série de ações que podem ajudá-lo a economizar com obrigações fiscais e impostos de maneira lícita, claro. Contudo, vale destacar que se você não tem experiência na gestão tributária, o ideal é contar com um parceiro especialista no assunto.

Neste sentido, uma das alternativas é contar com o suporte de uma consultoria organizacional, que se responsabilize também pela contabilidade gerencial da empresa. Assim, você evita qualquer tipo de erro que pode configurar uma sonegação fiscal. 

Mais do que isso: conta com mais tranquilidade e a segurança por saber que profissionais especializados estão focados na gestão tributária da sua empresa, visando, acima de tudo, à otimização de lucros.

Quer saber mais sobre obrigações contábeis para empresas do ramo de alimentação? Continue acompanhando o blog, e confira outros conteúdos produzidos especialmente para o segmento.