Especialista explica as vantagens do Pix em âmbito nacional e a situação da circulação de moedas no Brasil.

Uma das novidades que marcou 2020 foi o lançamento do Pix, o novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, com transferências sem taxa e que facilitou a vida de quem queria sacar seu FGTS já no início de 2021, além de funcionar 24 horas por dia e sete dias por semana.

Mostrando que de fato, o PIX veio para afetar diretamente o seu bolso.

A modalidade de pagamento também chama atenção, no cenário nacional, por ajudar a reduzir a quantidade de moeda circulando no país, já que a tendência é que os pagamentos sejam feitos via transferência e não em dinheiro em espécie.

“O dinheiro circulando no país é um grande problema, porque o Banco Central tem custos da ordem de R$ 1 bilhão para manutenção das moedas que circulam no país. Ou seja, é muito custoso para todos, já que quem paga essa conta somos nós”, explica Pedro Coutinho, CEO da Getnet.

Coutinho também destaca o benefício que a menor circulação de moeda traz para os comerciantes, que precisam investir em segurança para proteger o dinheiro físico em seus estabelecimentos.

Embora as vantagens sejam incontáveis, especialmente para os pequenos empreendedores, ainda tem muita gente desconfiada e com medo de usar o Pix. Para tirar a prova de que o modelo é mesmo vantajoso, Pedro Coutinho sugere um teste que muitas empresas já estão aplicando.

Elas utilizam o Pix por 20 dias, contabilizando todos os custos, para então determinar se o recebimento por essa via compensa mesmo.

“O que vai ficar claro lá na frente é um custo menor do que o comerciante tem hoje em outras transações”, conclui.

Custos Pix

Embora o Pix não tenha taxas de transferência, ele acaba gerando alguns outros custos para quem o utiliza em comércios, por exemplo. Para que um comerciante dono de uma mercearia receba de um cliente, ele precisará gerar um QR Code. E, para isso, provavelmente fará uso de uma maquininha ou de um celular.

O surgimento do Pix, por sinal, não é sinônimo de obsolescência para as maquininhas, já que a funcionalidade delas hoje vai muito além de simplesmente receber pagamentos no crédito ou débito. Além disso, os diferentes meios de pagamento e transações podem e provavelmente continuarão coexistindo.

“O Pix é importante, mas ele não é também o único meio de captura. Nós vamos continuar tendo o Pix, nós vamos continuar tendo o cartão de crédito e vamos continuar tendo o cartão de débito. Assim como ainda temos no país 30 milhões de cheques por mês sendo transacionados”, resume Coutinho.

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Conteúdo originalmente criado por Ananda Santos e publicado no Portal Contábeis.