#EP. 146 | Consórcio como estratégia de crédito e alavancagem: o que empresários precisam entender (com Rafael Camilo e Beatriz Aloise)

No episódio #146 do BWA Cast, o sócio-diretor da BWA Global Rafael Camilo recebe Beatriz Aloise (Ademicon) para mostrar como empresários usam consórcio para crédito, frota, patrimônio e disciplina financeira.

A Reforma Tributária está mudando o jogo do crédito e do planejamento (e o consórcio entra nessa conversa)

No primeiro episódio do BWA Cast de 2026, Rafael Camilo, host e sócio diretor da BWA Global, recebe Beatriz Aloise, sócia licenciada da Ademicon, para um papo direto sobre um tema que cresce justamente quando o crédito fica caro: consórcio como ferramenta de alavancagem, disciplina financeira e estratégia empresarial.

O episódio mistura duas camadas que todo empresário deveria olhar com maturidade:

  1. Como o consórcio funciona na prática para crédito e patrimônio, especialmente com Selic alta;
  2. Como construir gestão comercial com consistência, com foco em prospecção, treinamento e liderança de pessoas. 

Quem é Beatriz Aloise: da venda “informal” ao comando de uma operação com 25 vendedores

Beatriz tem 24 anos, veio de Santos (SP) para Brasília aos 10 anos de idade, e conta como “caiu de paraquedas” na Ademicon em 2022, após trabalhar como garçonete e decidir que buscaria uma vida com mais autonomia e liberdade.

No episódio, ela reforça um ponto que vale ouro para quem está construindo carreira ou negócio:

  • O resultado não começa na idade, começa na mentalidade;
  • Vendas podem ser talento, mas são treináveis;
  • Motivação faz você iniciar, mas disciplina sustenta. 

O que é a Ademicon hoje (e por que ela aparece tanto no radar do empresário)

Beatriz explica que a Ademicon se posiciona além do “consórcio papai e mamãe” (carro/casa), avançando para um conceito de crédito + investimento, conectando:

  • Tomadores de crédito (empresas/empresários que precisam de recurso);
  • Investidores (pessoas com capital buscando uma alternativa). 

Ela descreve um modelo onde cartas contempladas podem ser disponibilizadas para o mercado, criando uma dinâmica em que:

  • O tomador acessa custo financeiro atrativo (ela cita custos “abaixo do CDI” em operações com cartas contempladas);
  • O investidor encontra uma lógica de retorno via estruturação e repasse da carta. 

Importante: o episódio deixa claro que o consórcio não é “investimento” no sentido clássico, mas pode ser usado como ferramenta dentro de uma estratégia.

A Selic alta é boa ou ruim para o consórcio?

Selic alta tende a favorecer o consórcio, porque:

  • Financiamento fica mais caro;
  • Mais gente migra para alternativas com custo diferente (taxa administrativa, não juros no modelo tradicional). 

Para o empresário, isso muda o jogo de comparação. Quando o crédito bancário “pesa” no caixa, a busca por estratégias de capital cresce.

 

3 formas práticas de usar consórcio no negócio

1) Aumentar frota e escalar operação (logística, transporte, locação)

Rafael puxa o exemplo de uma empresa de logística. Beatriz complementa com casos reais, incluindo frotas para Uber/locação, onde a operação consegue:

  • Renovar/expandir veículos;
  • Estruturar crescimento com previsibilidade.

2) Reforçar capital de giro em momentos críticos do ano

Ela cita a realidade de caixa (fim de ano, folha, despesas operacionais). A lógica aqui é simples:

  • O empresário precisa de giro para manter a máquina rodando e aproveitar oportunidades.

3) Transformar patrimônio em alavancagem (imóvel/carro quitado)

Beatriz comenta operações em que, com patrimônio quitado, dá para estruturar captação de recurso com custo financeiro inferior a linhas tradicionais, usando:

  • Imóvel ou veículo como base para uma estratégia de crédito.

“Poupança forçada”: por que muita gente usa o consórcio para guardar dinheiro?

Beatriz conta que o primeiro consórcio dela foi com o objetivo de “guardar dinheiro”, e reforça a lógica:

  • Para quem tem dificuldade de poupar, a parcela vira compromisso mensal;
  • O consórcio pode funcionar como um “plano” de longo prazo com previsibilidade. 

Vendas e gestão: o que fez a operação sair de 4 para 25 pessoas

Na parte de gestão, Beatriz compartilha a virada de quando saiu de “vendedora” para “líder”:

  • Contratou suporte administrativo para não perder semanas com demandas operacionais;
  • Estruturou BPO financeiro;
  • Desenhou processo seletivo em etapas;
  • Criou onboarding;
  • Implantou treinamento diário (segunda a sexta) e reforçou cultura. 

O maior erro de gestão, segundo ela:
“Liderar todo mundo do mesmo jeito.”

Ela destaca a importância de entender perfil de vendedor:

  • Tem gente que performa com ligação fria no escritório;
  • Gente que precisa de networking/evento/relacionamento para vender. 

Resumo prático: a gestão amadurece quando o líder para de padronizar pessoas e começa a padronizar processo + desenvolver perfis.

Motivação x disciplina: o ponto de equilíbrio que sustenta performance

O episódio traz uma discussão rara muito útil sobre maturidade:

  • Motivação é o “motivo para ação” (start);
  • Disciplina é o que sustenta quando a motivação oscila.

Beatriz resume: você só constrói disciplina naquilo que quer alcançar, e isso nasce de motivação, mas não depende dela para continuar.

O que isso tem a ver com Reforma Tributária?

No final, o papo conecta consórcio, patrimônio e o cenário de 2026:

  • Beatriz menciona impacto em clientes que constroem patrimônio via imóveis (renda passiva/locação);
  • Pode haver mais necessidade de estruturas como holding em alguns casos. 

Rafael reforça: vai mudar para todo mundo, inclusive para o modelo operacional e de enquadramento e isso precisa ser avaliado com método.

Aqui entra a visão BWA: Diagnóstico antes da urgência.

Para quem esse episódio é indicado

  • Empresários buscando alternativas de crédito com estratégia;
  • Quem quer entender como consórcio pode apoiar frota, capital e patrimônio;
  • Gestores comerciais que precisam estruturar processo + cultura de treinamento;
  • Quem quer evoluir em liderança com disciplina e método. 

Quer entender o impacto real no seu negócio em 2026?

No episódio, fica claro que decisão financeira e decisão tributária caminham juntas. Se você quer clareza sobre:

  • Como mudanças tributárias podem afetar seu modelo;
  • Onde estão riscos e oportunidades no seu cenário;
  • Quais decisões precisam ser antecipadas.



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