As empresas optantes pelo Simples Nacional terão de tomar uma decisão relevante para 2027: manter o recolhimento do IBS e da CBS dentro do próprio regime ou adotar a apuração desses tributos pelo regime regular. Embora a mudança esteja ligada a um prazo futuro, a escolha pode impactar diretamente a organização fiscal, o fluxo de caixa e a competitividade do negócio.
O que aconteceu?
O tema vem ganhando espaço porque o modelo de recolhimento dos novos tributos exige análise cuidadosa antes da definição da forma de apuração. No formato em que a empresa permanece totalmente no Simples Nacional, o IBS e a CBS seguem incluídos no Documento de Arrecadação do Simples Nacional, preservando a lógica simplificada já conhecida por muitos negócios.
Já no chamado regime híbrido, a empresa continua enquadrada no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a apurar IBS e CBS separadamente, conforme as regras do regime regular. Isso significa que a simplicidade do sistema pode ser reduzida em troca de uma estrutura de apuração diferente, que precisa ser avaliada com atenção.
Segundo o conteúdo divulgado, a escolha deve ser feita até 30 de setembro, dentro do prazo aplicável para 2027. Por isso, a recomendação prática é que empresas e profissionais contábeis comecem a discutir o tema com antecedência, considerando os efeitos operacionais e financeiros de cada alternativa.
Por que isso importa para empresas?
A decisão não é apenas formal. Ela pode alterar a forma como a empresa lida com créditos tributários, com a transferência desses créditos e com a rotina fiscal do dia a dia. Em empresas que vendem para outras empresas, por exemplo, a forma de apuração pode ter reflexos mais relevantes na formação de preço e na percepção de competitividade.
Em linhas gerais, os principais pontos de atenção são:
- perfil da empresa e da sua operação;
- atuação no mercado B2B ou B2C;
- geração e transferência de créditos de IBS e CBS;
- impacto sobre o caixa;
- nível de complexidade na gestão fiscal.
Além disso, o relacionamento com clientes e fornecedores também pode influenciar a decisão. Dependendo da atividade, a escolha entre regime regular e híbrido pode trazer vantagens em determinado contexto e limitações em outro. Por isso, a análise precisa ser feita caso a caso.
Como se preparar?
O primeiro passo é mapear como a empresa opera hoje e como a futura estrutura tributária pode afetar seus resultados. Não basta olhar apenas para a carga tributária estimada; também é necessário observar o efeito no caixa, a rotina contábil e a capacidade interna de gestão.
Também é importante envolver a contabilidade desde já. Com uma avaliação técnica, é possível comparar cenários e entender qual modelo faz mais sentido para a realidade da empresa. Negócios com maior volume de operações, maior dependência de crédito tributário ou maior exposição a operações entre empresas tendem a demandar análise ainda mais cuidadosa.
A transmissão promovida pela FecomercioSP reforça justamente essa necessidade de orientação. A proposta é esclarecer dúvidas e apresentar informações que ajudem empresários e profissionais contábeis a tomar a decisão com mais segurança.
Em um cenário de mudanças tributárias, antecipar o planejamento é uma forma de reduzir riscos e evitar escolhas baseadas apenas na simplicidade aparente do regime. A análise consultiva pode fazer diferença no desempenho financeiro e na previsibilidade operacional da empresa.
Se sua empresa quer avaliar os impactos do Simples Nacional e se preparar com mais segurança para esse tipo de decisão, a BWA Global pode apoiar essa análise com uma visão técnica e estratégica.
