Simples Nacional terá decisão importante sobre IBS e CBS em 2026

As empresas optantes pelo Simples Nacional terão uma nova decisão estratégica com a evolução da Reforma Tributária do consumo. A partir de 2027, será possível manter o IBS e a CBS dentro da sistemática simplificada ou optar pelo recolhimento desses tributos no regime regular, fora da guia unificada do Simples.

Essa possibilidade cria, na prática, um modelo híbrido de apuração. A empresa continua enquadrada no Simples Nacional para os demais tributos do regime, mas pode escolher tratar IBS e CBS separadamente. A Lei Complementar nº 214/2025 prevê essa alternativa e o Comitê Gestor do Simples Nacional já definiu um cronograma específico para a primeira escolha.

O que aconteceu?

De acordo com as informações divulgadas, a decisão para o primeiro semestre de 2027 deverá ser tomada em setembro de 2026. Nesse período, as empresas poderão definir se desejam recolher IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

Se a empresa permanecer enquadrada no Simples e não fizer a opção pelo recolhimento regular, os novos tributos continuarão na guia única. Já quem escolher a sistemática regular passará a apurar IBS e CBS fora do recolhimento unificado, enquanto os demais tributos seguirão no regime simplificado.

Outro ponto relevante é que essa opção terá periodicidade semestral. Em termos práticos, a escolha será feita em setembro, com efeitos no primeiro semestre do ano seguinte, e em março, para o segundo semestre do mesmo ano-calendário. Para empresas que iniciarem atividade, os efeitos poderão ocorrer desde a abertura, conforme regras e prazos definidos pelo CGSN.

Por que isso importa para empresas?

A decisão sobre IBS e CBS não deve ser tratada apenas como uma comparação de alíquotas. Ela envolve uma análise mais ampla sobre operação, mercado e geração de créditos tributários.

Na prática, empresas que atendem outras empresas, especialmente no ambiente B2B, podem sentir mais fortemente os efeitos da escolha, já que os créditos ligados às aquisições podem influenciar a competitividade e a percepção do cliente. Ao mesmo tempo, a opção pelo regime regular exige uma apuração própria dos novos tributos, com impactos diretos na rotina financeira e contábil.

  • Empresas com clientes que valorizam créditos tributários podem ter vantagem em determinados cenários.
  • Negócios com cadeia de fornecedores mais complexa precisarão avaliar o efeito sobre custos e aproveitamento de créditos.
  • A decisão pode alterar o fluxo de trabalho da contabilidade e a organização fiscal da empresa.
  • Negócios semelhantes podem chegar a escolhas diferentes, conforme sua estrutura e perfil de operação.

Como se preparar?

O momento pede planejamento. Como a primeira janela de decisão está prevista para setembro de 2026, escritórios contábeis e gestores financeiros precisam começar a análise com antecedência. O ideal é mapear a operação da empresa, entender o perfil de clientes e fornecedores e estimar os reflexos de cada alternativa no resultado do negócio.

Também será importante observar a sistemática de créditos do IBS e da CBS, já que ela muda conforme a forma de recolhimento escolhida. Empresas que mantiverem o tributo dentro do Simples seguirão uma lógica diferente daquelas que migrarem para o regime regular, o que reforça a necessidade de avaliação técnica caso a caso.

Nesse cenário, a contabilidade deixa de ser apenas operacional e passa a ter papel estratégico na tomada de decisão. A escolha correta pode ajudar a preservar margens, melhorar a relação com clientes e reduzir riscos de uma decisão tomada sem análise suficiente.

Para empresas do Simples Nacional, a recomendação é simples: antecipar o estudo, simular cenários e contar com apoio especializado para definir a melhor alternativa dentro do novo desenho tributário.

A BWA Global pode apoiar sua empresa na análise dos impactos do IBS e da CBS, com uma visão prática e consultiva para apoiar decisões mais seguras.