A Receita Federal iniciou uma operação de grande escala para notificar contribuintes inadimplentes do Simples Nacional.
Ao todo, mais de 1,1 milhão de empresas estão sendo alertadas sobre débitos em aberto.
O objetivo é claro: incentivar a regularização e evitar a permanência de empresas inadimplentes no regime.
O risco real: exclusão do Simples Nacional
Empresas que não regularizarem suas pendências podem ser excluídas do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027.
Na prática, a exclusão traz impactos relevantes:
- Aumento da carga tributária
- Perda de benefícios fiscais
- Maior complexidade nas obrigações
- Impacto direto na competitividade
Novo prazo: mais tempo, mas não mais folga
A legislação trouxe um prazo ampliado:
- 90 dias a partir da ciência do Termo de Exclusão
A ciência ocorre:
- Ao acessar o DTE-SN
- Ou automaticamente no 45º dia
👉 Ignorar não interrompe o prazo.
Como regularizar sua situação
- Acesse o Portal do Simples Nacional ou e-CAC
- Consulte o Termo de Exclusão
- Escolha pagamento ou parcelamento
- Regularize integralmente
Após isso, o termo é cancelado automaticamente.
E se houver erro?
- Prazo de 20 dias úteis para contestação
- Processo 100% digital
Atenção ao timing
Empresas excluídas não retornam imediatamente:
- Nova opção: setembro (vigência no ano seguinte)
- MEIs: apenas em janeiro
👉 Perder o prazo pode gerar impacto fiscal prolongado.
Mais do que regularizar: evitar recorrência
A Receita está operando com fiscalização baseada em dados.
Não basta pagar débitos. É preciso:
- Manter regularidade contínua
- Evitar acúmulos
- Garantir consistência fiscal
💡 Empresas que agem rápido preservam competitividade. As que postergam, comprometem o próprio modelo de negócio.
Fonte: Jornal Extra
